Crisis, do Alexisonfire, completa 20 anos e segue moldando o post-hardcore
Músicos de Spiritbox, Bearings, newshapes e WREX relembram o impacto do terceiro disco da banda canadense, lançado no verão de 2006.
Terceiro álbum do Alexisonfire, Crisis chega aos 20 anos em 2026 como um dos discos fundadores do post-hardcore moderno. Lançado no verão de 2006 e inspirado pela nevasca que atingiu os Grandes Lagos em 1977, o registro estreou em primeiro lugar na parada canadense de álbuns, feito raro para uma banda que dividia igualmente vocais limpos e gritados.
Mike Stringer, guitarrista do Spiritbox, tinha 15 anos quando o álbum saiu e diz que ele funcionou como uma boia de salvação. Ele conheceu o grupo aos 12, ao ver "Pulmonary Archery" na MuchMusic, e começou a excursionar aos 16. "Até hoje, não acho que exista outro álbum que soe como Crisis", afirma, destacando a variedade e o trabalho de camadas e ambiência da produção.
O impacto ultrapassou o Canadá. Stephen Christy, guitarrista do newshapes, de Glasgow, aponta que a ascensão internacional de uma banda vinda de uma cena pequena do sul de Ontário mostrou que não é preciso nascer nos mercados tradicionais da indústria para alcançar público mundo afora. Já o baixista Michael Hamilton chama o Alexisonfire de "reis da contramelodia" e cita "Boiled Frogs" e "Drunks, Lovers, Sinners and Saints" como aulas de arranjo entre três vozes distintas.
George Donoghue, do duo WREX, chegou a aceitar um trabalho de equipe local no retorno da banda ao Reading Festival, em 2018, só para assistir da lateral do palco. Para ele, a lição do disco é que a própria música pode ser o ponto focal, sem precisar de um único protagonista.
Mike McKerracher, baterista do Bearings, lamenta que a bateria de Jordan Hastings raramente entre na conversa. Ele destaca a contenção e o fraseado de "Mailbox Arson" e credita ao Alexisonfire a normalização da mistura de gêneros no som pesado antes que isso virasse prática comum.
Apurado a partir de Alternative Press
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