↓
27 de outubro de 2026
@

Portal independente de cobertura da cena.

Entrevistas

Jim Ruland, autor de livros sobre Bad Religion, lança romance policial "Mightier Than the Sword"

Escritor por trás das biografias de Keith Morris e Evan Dando conta como uma piada de colega de pós-graduação virou uma história de assalto ambientada em 1993.

Publicado em · Apurado a partir de Dying Scene

Jim Ruland, autor de livros sobre Bad Religion, lança romance policial "Mightier Than the Sword"
Dying Scene / Apurado a partir de

Jim Ruland, nome conhecido do público punk por ter assinado livros como "My Damage", com Keith Morris, "Rumors of My Demise", com Evan Dando, e "Do What You Want", sobre o Bad Religion, publicou um novo romance de ficção criminal. Em "Mightier Than the Sword", quatro professores de inglês em fases diferentes da vida decidem assaltar uma livraria universitária para resolver, com dinheiro, os problemas que os cercam.

A origem da trama é autobiográfica. Ruland conta que, em 1993, cursava pós-graduação em Flagstaff, no Arizona, dividindo uma sala apertada com outros três colegas. Um deles, sabendo que o escritor era fã de romances policiais, soltou a frase que ficou três décadas na cabeça dele: "Hey, let's go rob a bank. Who would suspect us?". A ideia só tomou forma de livro depois que ele terminou as últimas revisões de seu romance anterior, "Make It Stop".

Entre as referências que citou estão o clássico "The Killing", mencionado dentro da própria narrativa, e "Bullet Train", que segundo ele acendeu a faísca justamente por juntar várias personalidades em um espaço fechado. O autor aponta que o novo livro compartilha com "Make It Stop" a estrutura de elenco coral: antes eram dependentes químicos enfrentando o sistema de saúde corporativo, agora são professores de literatura virando assaltantes.

Os quatro protagonistas são Colt, o escritor frustrado; DJ, o poeta; Mallory, a punk; e Max, o apostador. Ruland diz que são majoritariamente composições de pessoas que conheceu, e que a casa onde Colt mora existiu de verdade em Flagstaff. A motivação dos personagens vem da própria experiência do autor, que trabalhava como cozinheiro no turno da madrugada e vivia quebrado, evitando empréstimos estudantis.

A escolha de 1993 também foi estratégica. Depois de escrever um romance ambientado em um futuro próximo que o presente insistia em alcançar, ele preferiu o passado para ter controle sobre os eventos. O ano marca, para Ruland, o começo da exploração dos estudantes de pós-graduação nos Estados Unidos, tema que atravessa o livro ao lado da desilusão com o sonho americano.

Apurado a partir de Dying Scene

Leia a matéria completa em Dying Scene

Texto da nossa redação, com revisão prévia. Editor responsável: Remy Zdrojeski. Achou um erro? Escreva para sociais@remyzdrojeski.com.br e a gente corrige.

Leia também